As nossas Verdades

Já
dizia Henry Ford “quer
você acredite que pode, quer acredite que não pode, estará sempre
certo”.
As
crenças são as verdades de cada um/a de nós. Em termos técnicos
do âmbito das ciências humanas, não nos referimos a crenças
religiosas, políticas, ideológicas, e sim ao que temos como
verdadeiro para nós. As crenças, não estão certas nem erradas,
uma vez que constituem uma realidade subjetiva – a verdade de cada
pessoa. Existem, no entanto, crenças que são possibilitadoras e que
nos impulsionam para a concretização das nossas aspirações, mas
outras limitam-nos, ou seja, quando as nossas “verdades” estão a
bloquear o nosso potencial e nos impedem de chegar onde queremos ir.
A
função do/a profissional passa por levar a pessoa a tomar consciência
das suas crenças, daquilo em que ela acredita, e a identificar se as
“suas verdades” a estão a apoiar ou a impedir de se desenvolver
de forma plena. Considerando outros pontos de vista, torna-se mais
viável criar crenças mais possibilitadoras que lhe permitam
desenvolver novas perspectivas, acerca de um determinado
acontecimento, aumentando as opções para lidar com o acontecimento,
e subsequentemente promovendo o seu desenvolvimento integrado. Ao
reflectir e integrar na sua vida em que lhe é mais ‘útil’
acreditar (tendo em consideração que existem tantas realidades como
o número de observadores que apreendem um momento) a pessoa terá a
possibilidade de ampliar o seu mapa mental, desenvolver respostas
diferentes às situações e assim obter novos resultados mais
favoráveis ao seu bem-estar e realização pessoal/profissional.
Então,
é importante periodicamente refletirmos em que é que andamos a
acreditar:
- O que acreditamos sobre nós, nas diferentes vertentes de vida que assumimos?
- O que acreditamos sobre os outros?
- Quais são as nossas verdades acerca do mundo?
- De que forma acreditamos que o nosso “Eu” tem relevância e contribui para os outros/mundo?
E,
se essas nossas ‘verdades’ nos estão a facilitar a nossa
evolução enquanto seres idiossincráticos, há que reafirma-las! Se
pelo contrário, estão a impedir o nosso desenvolvimento, podendo
até traduzir-se em frustração, mal-estar, estagnação, sofrimento
e desesperança, ou seja, se nos limitam, podemos aprender a
analisá-las e a reconsiderar se existem outras possíveis verdades
para nós, que até nos façam mais sentido na nossa vida actual.
Assim, perante uma crença limitadora, ao ter consciência que tudo o
que acredita é uma leitura (subjectiva), que foi criada em algum
momento da sua vida e mantida até aos dias de hoje, desafie-se com
as seguintes questões:
- “Em que medida esta verdade me está a ajudar? É útil para mim?” / “O que ganho e o que perco ao continuar a pensar assim?”
- “Em que é que eu preferia acreditar?” (em vez do que me limita) / “Quão diferente seria a minha vida ao adoptar a minha nova verdade?” / “O que mudaria em mim, e que impacto teria nas pessoas que me são próximas, passar a acreditar noutra coisa?”
- “O que faria de diferente já com esta verdade em mim?”.
Lembre-se
que só passando à acção, saindo dos limites que conhece através
de pequenas mudanças, pode estruturar e integrar na sua vida as
novas crenças mais possibilitadoras (que neutralizem as anteriores
limitantes). Pode não conseguir mudar o que acontece, mas tem o
controlo sobre si, sendo o único que pode viver a sua vida –
ninguém o pode fazer por Si.
Ao ter acesso a uma melhor opção, com certeza que vai escolhê-la.
Boas escolhas!
--
Helga
Cristiana Gonçalves
Psicóloga
com PNL, Coach Profissional Certificada e Facilitadora de Cura
Reconectiva®
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